8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância
Prevenção às violências
O Brasil apresenta um quadro alarmante e persistente de violências cometidas contra crianças e adolescentes. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, em 2024 foram registrados em delegacias brasileiras mais de 33 mil casos de maus-tratos contra crianças, o que equivale a cerca de 91 casos por dia, sendo mais de 93% cometidos por familiares das vítimas.
É nesse contexto que o Infinis realizará o 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância (FPPSI), um dos mais relevantes espaços de diálogo e construção de soluções voltadas à promoção da saúde e da proteção integral de crianças e adolescentes. O encontro acontecerá no dia 30 de setembro de 2026, das 8h30 às 16h30, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O evento contará com transmissão ao vivo pelo Canal Saúde na Infância do Youtube.
Com o tema “Prevenção às violências”, o Fórum reunirá especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes de organizações nacionais e internacionais para debater evidências, políticas públicas e experiências que vêm contribuindo para enfrentar as diferentes formas de violência que afetam crianças e adolescentes.
A programação abordará o cenário atual da violência no Brasil a partir dos indicadores do pacote técnico INSPIRE, as percepções e atitudes da sociedade brasileira sobre a infância e a violência, o papel estratégico do setor da Saúde na prevenção e identificação de casos, além de experiências bem-sucedidas que vêm produzindo resultados concretos na proteção de crianças e adolescentes em diferentes territórios.
Um dos destaques do evento será o lançamento da Plataforma de Monitoramento de Indicadores INSPIRE para Prevenção e Resposta às Violências, iniciativa que contribuirá para qualificar a produção, o acompanhamento e o uso de dados voltados ao fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências.
A prevenção das violências contra crianças e adolescentes é um dos eixos prioritários de atuação do Infinis. Por isso, o Fórum busca promover um debate qualificado sobre os desafios contemporâneos da proteção à infância, estimulando a articulação entre diferentes setores e a construção de respostas mais efetivas, sustentáveis e centradas nos direitos de crianças e adolescentes.

Programação
8h30
Recepção e café de boas-vindas
02 Outubro 2025, 8h30 – 9h
9h
Mesa 1: Contexto brasileiro e desafios atuais
02 Outubro 2025, 9h – 10h30
10h30
Mesa 2: Alimentação no ambiente escolar
02 Outubro 2025, 10h30 – 12h
12h
Almoço
02 Outubro 2025, 12h – 14h
14h
Mesa 3: Segurança alimentar das crianças na Amazônia
02 Outubro 2025, 14h – 15h30
15h30
Mesa 4: Estratégias de enfrentamento da desnutrição e obesidade na infância
02 Outubro 2025, 15h30 – 17h
17h
Encerramento
02 Outubro 2025, 17h
Programação das Mesas
Abertura
09:00 às 09:15 – Dr. José Luiz Egydio Setúbal
Plataforma INSPIRE: Monitoramento de Estratégias pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes
09:15 às 09:30
-
Lucas José Ramos Lopes – Secretário Executivo da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes
-
Marcia Kalvon – Diretora Executiva do Infinis e representante da Colegiada da Coalizão
-
Pedro de Paula – Vice-Presidente Sênior de Inovação Global na Vital Strategies

A violência contra crianças e adolescentes no Brasil
09h30 às 10h45
Moderação: Márcia Kalvon – Infinis
Convidados confirmados:
- Kelly Poliany Alves – Coordenação de Alimentação e Nutrição / MS
- Lilian dos Santos Rahal – Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional / MDS
- Walter Belik – FAO e Instituto Fome Zero
- Stephanie Amaral – UNICEF
Mesa 1: A violência contra crianças e adolescentes no Brasil
A violência contra crianças e adolescentes no Brasil segue como um fenômeno complexo, multifatorial e persistente, com avanços ainda insuficientes frente à sua dimensão. A mesa propõe analisar esse cenário a partir de evidências, com base nos dados brasileiros dos indicadores do pacote técnico INSPIRE, discutindo os principais desafios para prevenção e resposta, à luz das desigualdades sociais e raciais e das novas dinâmicas, como as violências no ambiente digital.

Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil
10h45 às 12h00
Moderação: Renata Couto – Instituto Desiderata
Convidados confirmados:
-
Larissa Loures – Departamento de Nutrição da UFMG
-
Pedro Vasconcelos – FIAN / Observatório da Alimentação Escolar
-
Jordana de Oliveira Costa – PNAE / FNDE
Mesa 2: Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil
A mesa irá debater os principais resultados da 2ª edição da Pesquisa “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil”, atualizando dados sobre normas e valores sociais para ilustrar como a população brasileira percebe a violência contra crianças e adolescentes. A discussão também destacará as evidências mais consistentes para a prevenção, contribuindo para qualificar estratégias, políticas públicas e iniciativas voltadas à proteção de crianças e adolescentes.

Prevenção da violência contra crianças e adolescentes na Saúde
13h30 às 15h00
Moderação: Alexandre Ramos – Instituto Comida do Amanhã
Convidados confirmados:
- Anderson Serra – Secretaria de Estado da Agricultura Familiar Governo do Pará
- Neideana Ribeiro – Programa de Saúde e Nutrição, UNICEF Manaus
- Dora Lima – Antropóloga Yanomami
- Adelina Fidelis – MAPANA – Associação de Mulheres Indígenas
Mesa 3: Prevenção da violência contra crianças e adolescentes na Saúde
A terceira mesa se dedicará a aprofundar o debate sobre o papel estratégico do setor da Saúde na prevenção, identificação e resposta às violências contra crianças e adolescentes. A construção de protocolos, o uso qualificado de dados e o potencial da inteligência artificial para apoiar a tomada de decisão também estarão em pauta, destacando como essas ferramentas podem contribuir para a identificação e o encaminhamento de casos de violência.

Estratégias de prevenção e resposta às violências contra crianças e adolescentes
15h00 às 16h30
Moderação: Murilo Bomfim – Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde – NUPENS/USP
Convidados:
- Rosane Cunha – Secretaria Nacional de Renda e Cidadania /MDS
- Janaina Braga – Rede PENSSAN e Universidade Federal da Bahia
- Nathália Amorim – RAP da Saúde / Secretaria de Saúde do Município do Rio de Janeiro
- Kátia Romanelli – Coordenadoria de Alimentação Escolar/Secretaria de Educação do Município de São Paulo
Mesa 4: Estratégias de prevenção e resposta às violências contra crianças e adolescentes
A última mesa dará destaque a experiências exitosas de prevenção e resposta às violências contra crianças e adolescentes, evidenciando iniciativas que vêm produzindo resultados concretos na proteção e promoção de direitos. O debate reunirá práticas implementadas em diferentes territórios e contextos, com ênfase em estratégias baseadas em evidências, articulação intersetorial e fortalecimento das redes locais de proteção.
Também serão discutidos os fatores que contribuem para a efetividade dessas iniciativas, além dos aprendizados e caminhos para sua ampliação e sustentabilidade, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento das violências que atingem crianças e adolescentes no Brasil.
Encerramento
16h30
Mesa 3: Segurança alimentar das crianças na região Amazônica
A Amazônia brasileira, com sua imensa riqueza natural e sociocultural, convive com contrastes marcantes no que diz respeito à segurança alimentar infantil. A produção, circulação e acesso aos alimentos na região são fortemente influenciados por questões logísticas, ambientais e territoriais. Em muitos casos, o abastecimento depende de sistemas locais de produção, extrativismo e trocas comunitárias, que coexistem — nem sempre de forma equilibrada — com alimentos industrializados e ultraprocessados trazidos de centros urbanos distantes.
Esta mesa de debate busca lançar luz sobre os desafios e potenciais da alimentação de crianças na região, com foco em populações indígenas e comunidades tradicionais.